Os primeiros casos de dengue documentados no Brasil datam do início dos anos 80, e, desde então a doença vem ocorrendo de forma continuada, especialmente no verão. O mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, é pequeno, tem a coloração preta e manchas brancas bem características. Não costuma fazer aquele ruído clássico dos mosquitos de outras espécies e, apenas a fêmea, alimenta-se de sangue animal, especialmente do sangue humano. As pessoas são picadas no começo da manhã e final da tarde, sempre nas pernas, tornozelos e pés, isso por voarem sempre a cerca de 50 cm do solo. Como as fêmeas depositam seus ovos em locais com água parada, seja ela limpa ou pouco poluída, não deixar objetos com água acumulada, tanques ou piscinas sem tratamento no quintal ou em casa, é uma importante maneira de não permitir a reprodução do mosquito, evitando a doença.

O portador da dengue possui um quadro clínico de febre alta, persistente e de início imediato, dores generalizadas nas articulações de intensidade moderada a severa, falta de apetite, enjoo, cansaço intenso e manchas vermelhas na pele que geralmente coçam. O perigo da doença está no aparecimento da febre hemorrágica da dengue, onde há o surgimento de hemorragias (pele na forma de hematomas, sangramento no olho, sangramento na gengiva, sangramento na urina, sangramento nas fezes), a pressão cai e o indivíduo pode chegar ao óbito.

Portanto, atenção redobrada no aparecimento de qualquer um dos sintomas mencionados e, o mais importante, procure um médico. Não aceite conselhos ou receitas de amigos, parentes ou vizinhos, pois a sua saúde deve estar sempre em primeiro lugar.

Dra. Sandra Castello Branco

Dra. Sandra Castello Branco L. Cavalcanti
CRM/BA 12.543
Graduada em 1995 pela Universidade Federal da Bahia